Salmo 89

Como alcançar a sabedoria do coração diante da brevidade da vida

 O poder da Palavra e a brevidade da vida

Convido você a pegar este Salmo 89, que vai nos levar a meditar sobre a brevidade da vida. A vida passa tão rápido, não é? Pensa bem: de repente é domingo! Passa a semana tão rápido, e você fala: “Já é domingo de novo! Amanhã tem!” Está muito rápido o nosso tempo, porque para Deus não existe tempo, mas para nós existe um tempo nesta vida. Para Deus é a eternidade; para nós são os anos, os dias.
 

A eternidade de Deus × a nossa fragilidade

No Salmo 89, eu começo lendo o versículo um e seguintes: “Senhor, fostes nosso refúgio de geração em geração, antes que se formassem as montanhas, a terra e o universo. Desde toda a eternidade vós sois Deus”. Reduzis o homem à poeira e dizeis: “Filho dos homens, retornai ao pó”. Lembre-se do livro de Jó? Lembra? Tu és pó e em pó tu hás de regressar. Porque mil anos diante de vós são como o dia de ontem que já passou, como uma só vigília da noite. Vós os arrebatais, isto é, os nossos dias. Eles são como uma sombra, um sonho da manhã, como a erva vicejante que viceja e floresce de manhã, mas que à tarde é cortada e seca.
 
Vou até repetir esse versículo: Porque mil anos diante de vós, Senhor, são como o dia de ontem que já passou, como uma só vigília da noite. Vós os arrebatais, eles são como um sonho da manhã, com uma erva vicejante que viceja e floresce de manhã, mas que a tarde é cortada e seca.

Agora, escuta só: 70 anos é o total de nossa vida. Versículo 10. Os mais fortes chegam aos 80. Feliz dos que chegam aos 90, aos 100, mas são raros, diz a palavra. E é real. Os mais fortes chegam aos 80 porque o tempo passa depressa, e quem avalia a força de vossa cólera e mede a vossa ira com o temor que vos é devido? O salmista tá conversando com Deus.

Ensinai-nos a bem contar os nossos dias

E aqui nós vamos entrando nessa dimensão de brevidade da vida humana, da nossa vida. Às vezes, eu estou conversando com os nossos netos — é, eu tenho seis netos —, e, de repente, eles soltam uma expressão assim: “Ah, no tempo da avó, no tempo do vô era assim”. Só que lá eu corro com os meus pensamentos na minha memória e me lembro quando eu dizia: “Nossa, no tempo do meu avô, no tempo da minha avó”… E já passou, a minha vida já passou e está passando. Feliz do Papa Francisco, pois eu vi a carta que ele escreveu do seu testamento. O Papa Francisco diz: “Eu quero ser enterrado num lugar simples. Enterram-me num lugar de pobreza mesmo”, como ele sempre foi, porque ele viu que a vida dele era muito breve, e ele se preparou para esta hora.

Um coração sábio diante do tempo

“Luzia, não fique falando de morte”. Eu não estou falando de morte, eu estou falando de vida! E com Deus nós temos vida plena. Com Deus, nós temos vida eterna. Quem não quer esse presente, essa graça? É por isso que eu digo: “Ensinai-me, ensinai-nos a bem contar os nossos dias para alcançarmos o saber do coração” (versículo 12).
 
Quer repetir comigo? Ensinai-nos a bem contar os nossos dias para alcançarmos o saber do coração. Ensina-me, Senhor, a contar os meus dias. Ensina-me, Senhor, a contar os meus dias, a não ficar olhando para aquilo que é temporal, mas olhar para o alto, como diz Sua palavra.

Bendito sejas, porque nos instruis, nosso Deus. Bendito sois porque nos instruí, nosso Deus. Amém.

 

Maranatha! Vem, Senhor Jesus!

Luzia Santiago
Cofundadora da Canção Nova