Viva com sentido, tenha esperança no sofrimento
Eu me sinto muito feliz, alegre e grata a Deus por ter a oportunidade de estar com você, para que possamos nos fortalecer juntos, pois a fé de um sustenta a fé do outro. Essa nossa fé independe de estarmos vivendo momentos coloridos ou maravilhosos; a verdade é que o ser humano passa por períodos cinzentos, por desertos áridos onde parece não haver ninguém para nos socorrer. É preciso ter esperança no sofrimento.
A metamorfose da fé: da casca à borboleta
Nós somos como as borboletas e estamos em constante transformação. Como dizia o Padre Jonas, a borboleta pode parecer feia enquanto está se formando, mas, quando a casca quebra, surge a beleza que todos amamos. Na nossa vida, sempre passaremos por momentos de dor, e a graça de quem tem Deus é justamente trazer o “novo” através dessa transformação.
O exemplo de perseverança de quem perseverou na noite escura
Muitos santos viveram grandes períodos de escuridão. Madre Teresa de Calcutá, por exemplo, passou 50 anos em um deserto espiritual. O nosso querido Padre Jonas Abib também enfrentou o que chamamos de “noite escura” da alma. Houve um tempo em que até o cantar dos passarinhos o incomodava devido à profundidade de sua dor espiritual.
O silêncio de Deus e a fidelidade no cotidiano
Mesmo sem “sentir” nada, Padre Jonas nunca deixou de orar, de celebrar a Eucaristia — contando com o apoio de irmãos da comunidade quando não conseguia dirigir sozinho — e de rezar o terço com seus sentinelas. Ele lia a Palavra de Deus dia após dia, permanecendo firme na fé, na perseverança, mesmo na secura total. Esse é o verdadeiro caminhar na fé: cultivar a esperança em meio às calamidades e às durezas da vida.
Rezando o Salmo 76 (ou 77)
O salmista nos mostra que a esperança nunca decepciona e traz para nós a sua própria angústia:
“Minha voz se eleva para Deus e clamo. Elevo minha voz a Deus para que ele me atenda. No dia da angústia procuro o Senhor. De noite minhas mãos se levantam para ele sem descanso. E contudo minha alma recusa toda consolação”.
Mesmo quando nos falta a palavra e o espírito parece desfalecer, a oração deve continuar.
Como uma mãe espiritual, eu digo a você agora o que o Padre Jonas sempre nos dizia: “Aguenta firme, meu filho! Aguenta firme, minha filha!” Não falo isso da boca para fora, mas como alguém que testemunhou a perseverança e o sofrimento do nosso fundador e viu como ele perseverou.
A Canção Nova é a prova viva de que Deus é bom e de que vale a pena perseverar no batismo no Espírito Santo e na vida nova em Cristo. Vale a pena o nosso sofrer porque a nossa esperança está em Deus. Elevo minha voz a Ele para que atenda o seu clamor hoje. Amém.
Maranatha! Vem, Senhor Jesus!
Luzia Santiago
Cofundadora da Canção Nova