1São João 3,7-12

Viver como filho de Deus: o desafio de nadar contra a correnteza do mundo

O desafio de ser filho de Deus em meio à correnteza do mundo

Qual o preço de viver como filho de Deus no mundo que nega Deus? Eu tenho pensado nisso. Até pergunto a você: qual o preço de viver como filho de Deus no mundo, numa sociedade que O nega? Mas pode ser que você me diga: “Ah, Luzia, mas muita gente crê em Deus. Tem muita gente de Deus!”. Sim.

Nadando contra a correnteza: o preço da fidelidade

Mas se você perceber, nós vamos nadando contra a correnteza. Eu me lembro que o padre Jonas deu, muitas vezes, esse exemplo para nós ao dizer que “aqueles peixinhos que nadavam em águas limpas, puras, têm que nadar contra a correnteza para chegar lá onde ele vai desovar”.
 
Nós estamos nadando contra a correnteza. É por isso que nós nos firmamos na Palavra de Deus. Eu me firmo na Palavra de Deus, e eu faço questão de dar o meu testemunho. Não tenho medo das minhas fraquezas, porque, no dia a dia, eu busco me arrepender, busco retomar o meu caminho, nadar contra a correnteza, porque quero chegar lá nas águas puras da eternidade, onde Deus está plenamente à minha espera.
 
 

A identidade do filho de Deus e a prática da justiça

Vamos, no poder da Palavra, viver essa graça do testemunho de filhos de Deus. Eu sou uma filha de Deus nesse tempo em que estou. Se eu estou de férias, se eu estou trabalhando, se eu estou numa reunião, eu vou agir, eu vou ser filha de Deus.
 
No capítulo 3 da primeira carta de São João está escrito: “Viver como filhos de Deus”. Nos versículos de 7 a 12, nós lemos: “Filhinhos, ninguém vos seduza. Aquele que pratica justiça é justo, como também Jesus é justo”. Aquele que peca é do demônio. E o demônio peca constantemente, desde o princípio.
 
Todo que é nascido de Deus não peca, porque o germe divino reside nele e não pode pecar porque nasceu de Deus. É nisso que se conhece quais são os filhos de Deus e quais são os do demônio. Todo que não pratica justiça não é de Deus, como também aquele que não ama o seu irmão. Pois esta é a mensagem que tendes ouvido desde o princípio, que nos amemos uns aos outros.
 
Não façamos como Caim, que era do maligno e matou o seu irmão. E por que Caim matou o seu irmão? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão eram justas. Essa palavra é claríssima para nós, claríssima. E eu estou louvando a Deus porque estamos juntos rezando sobre essa palavra.

O caminho do arrependimento e o exemplo de Maria Madalena

Eu tenho falado, muitas vezes, que, quando eu escrevi o livro e ouvi o Senhor, eu tinha, no meu coração, um amor muito grande por Maria Madalena. Ela era uma pecadora. E eu pedi muito a Deus quando essa palavra me tocou lá atrás — a conversão de Maria Madalena — que o Senhor me desse um arrependimento e um coração de Maria Madalena, que tivesse sempre caminhando, seguindo Jesus.
 
Ela não fez grandes coisas, pelo menos ali no Evangelho não mostra, mas ela tinha essa graça de, com outras mulheres, servir a Jesus. Quando nós servimos a Jesus, nós não pecamos. Sim, reconhecemos que somos pecadores. Tenho que bater lá no confessionário mês a mês, como é a minha vida e a vida de tantos cristãos, para receber a graça do perdão e a absolvição dos pecados.
Ouvindo a voz suave do Espírito Santo e sendo firme no Seu amor
Mas quando eu já sinto, no meu coração, algo assim… Olha, o Espírito Santo é uma voz bem leve: “Essa palavra não edificou”. Ou então: “Luzia, saia desses comentários, dessas fofocas. Porque a sua meta é amar a Deus e aos irmãos”.
Ou quando meus pensamentos vão para a raiva, o rancor, o desejo de vingança contra alguém que se indispôs contra mim, o Espírito Santo vem e diz bem suave no meu coração: “Luzia, eu não lhe ensinei o mal com o bem?”.
 
E assim a minha vida vai se dando, porque na verdade, como Maria Madalena, eu vi o Senhor. Eu vejo Cristo na minha conversa, eu vejo Cristo num doente que eu visito. Eu vejo Cristo numa pessoa incompreendida. Eu vejo Cristo até mesmo num ambiente inóspito, mas Ele está ali a chamar.
 
O que você diz disso da sua vida? É muito bom ser de Deus, porque somos filhos do Senhor. E é por isso que não devemos deixar que ninguém nos seduza. Pratiquemos as boas obras, falemos palavras de ânimo, de encorajamento.
E se caímos alguma vez novamente, nós dizemos: “Senhor, perdão. Eu sou fraca. Misericórdia, Senhor”. A Sua misericórdia me alcançou e é ela que me salva. Que possamos ajudar uns aos outros nessa grande e linda realidade. Nada poderá nos seduzir, porque nada nos separará do amor de Cristo.
 
Maranatha! Vem, Senhor Jesus!

Luzia Santiago
Cofundadora da Canção Nova